Romance e festa no primeiro EP de Meg Pedrozzo

Com produção de Vibox, cantora apresenta Pessoas São Falhas

Do R&B mais romântico ao afrobeat contemporâneo, Meg Pedrozzo apresenta seu primeiro trabalho completo, o EP Pessoas São Falhas, em sucintos 13 minutos, duração suficiente para mostrar que gravita com facilidade entre diferentes estilos da black music.


A cantora, natural do Grajaú, bairro de grande efervescência artística na zona sul de São Paulo, soube medir o clima de romance sério e de pegação na balada com seus temas sobre amor verdadeiro, flertes, festa e convivência. Com direção do produtor e multi-instrumentista Vibox, as composições ganharam batidas e arranjos - em especial as linhas de guitarra e baixo - que combinam as estéticas musicais de hoje com inúmeras referências do passado, como a clareza na voz de Meg, que optou por não fazer uso de muitos efeitos vocais para que o trabalho soasse mais orgânico, como os sons de décadas anteriores.


Na faixa de abertura, “O Céu no Mar”, Meg experimenta uma combinação audaciosa, que junta o R&B a um ritmo inspirado em pagode romântico, pontuado pelo trap do beat e pelo souljazz do piano. Na sequência, com “Vontade”, a produção faz lembrar a célebre parceria de longa data de Missy Elliott com Timbaland, um som naturalmente sexy e repleto de camadas e efeitos para ouvir com atenção de fones. Com o house funk “A Noite Toda”, a festa - e a paquera - está garantida no melhor estilo baile. Em “Pessoas São Falhas”, a faixa-título e também primeiro videoclipe do EP, é quando Meg faz um genuíno R&B, com influências de Jill Scott e SZA. “Onde Cê Vai”, o encerramento, traz a experimentação com as batidas do afrobeat, funk carioca e referências diferentes, como Burna Boy e a cantora Tems.


O EP Pessoas São Falhas também está sendo lançado com versão visualizer para todas as faixas. Os visuais reforçam a estética de romance tropical das músicas e contam com colagens de elementos citados nas letras, como a TV em “Vontade” e o sol em “O Céu no Mar”, dando um ar de fanzine às artes.


“Este trabalho representa muito para mim. Estou na música há dez anos e já fiz muitas colaborações, mas fazer meu próprio som não tem igual, ainda mais porque chegamos ao resultado que eu queria e tenho muito orgulho de ter produzido junto ao Vibox cada uma dessas músicas que apresento agora, foi ele que deu todo o direcionamento e caprichou na produção musical”, conta ela sobre o aguardado lançamento.


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